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riscos_e_rabiscos

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Enganada.

 

Ia eu para a escolinha tão feliz e contente mentira!, fervendo de calor, a saltitar com a malinha na mão em direcção à paragem do autocarro, quando este passa e me ignora totalmente. Coloquei a minha malinha no banco da paragem e sentei-me ao seu lado, muito sugadita com as minhas mãos, de unhas pintadas de rosa, nos joelhos.

 

Finalmente, chega um outro autocarro. Entrei e sentei-me no único lugar existente no autocarro: ao fundo, no meio da putalhada que vinha na escola. Lá gramei com umas pitas histéricas, umas músicas de telemóvel estranhíssimas e vozes esganiçadas de miúdos a caminho de serem homens.

 

Até que olhei para o lado. Iaics! Qué isto? Estou a ver bem? Estavam duas miúdas aos beijos na boca uma com a outra! Mas uma coisa super intensa. Eram daqueles beijos que iam às profundezas do ser, daqueles que dá para fazer um exame completo à garganra e gengivas, daqueles que até fazem lavagens estomacais.

O homenzinho que ia sentado ao meu lado não conseguia afastar os olhos dali. E eu que não sou de ficar com os olhos pregados em "coisas incomuns" de se ver, ainda dei uma ou duas espreitadelas pelo canto do olho.

 

Entretanto mudei de lugar para me sentar à sombra - já tinha a moleirinha esturricada - onde fiquei até chegar à última paragem. Saí sem pressas e foi aí que constatei que afinal...

ela era ele!!!!*

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* fui muita bem enganada!

Gajas Oferecidas

Chegamos a casa e elas estão sossegadas no seu canto a mirar-nos sub-repticiamente.

Nós temos consciência do seu apelo, de que estamos a ser observadas ao pormenor.

 

Passamos por elas mas ignoramos. O seu convite é escandalosamente explícito. Mas nós nem de soslaio permitimos uma troca de olhares.

 

Sentimos o seu calor e a sua voz a soprar-nos ao ouvido “come-me”. Paramos, pensamos duas vezes, sacudimos a cabeça e prosseguimos com a nossa vida.

 

A nossa memória relembra-nos o quanto elas são doces, meigas, deliciosas. Começa a passar-nos pela cabeça se devíamos aceitar o seu convite. Sentimo-nos entre a espada e a parede: manter-nos na nossa ou alinhar na delas?

 

Aquele cheiro peculiar que nos enlouquece, o seu toque suavemente doce que faz as nossas papilas gustativas vibrar. Começamos a ceder, a não conseguir resistir…

 

O apelo torna-se cada vez mais intenso. Já não nos sai da cabeça aquelas palavras “come-me”, lambe-me”, “quero sentir o toque da tua boca”.

 

E é então que perdemos completamente a cabeça e decidimos avançar. Vamos de cabeça!

Esquecemos tudo por uns momentos, metemo-las à boca e saboreamo-las com uma intensidade orgásmica.

Atacamos o pacote com toda a força e vontade e tentamos dizimá-las de uma só vez.

 

Malditas bolachas! Só gostava de saber quem é que inventou estas marias… ainda por cima minis! Nem é preciso trincar, é só enfiar na boca! Como se isto não bastasse, ainda colocaram chocolate no fundinho das bolachas. Isto faz-se?! E ainda por cima têm um pacotinho portátil. É muita maldade junta, oh se é!!!

 

Acho que vou processar os gajos cujos preços são mini e que vendem estas gajas!

 

                         

 

As Gajas São Maquiavélicas.

 

As gajas são maquiavélicas… Claro que esta frase tinha que ser proferida por um gajo. É óbvio. Mas, por mais surpreendente que possa parecer, até concordo com ele.

 

Admito! Nós gajas somos mesmo maquiavélicas. Como somos dotadas de inteligência superior, temos sempre recursos para conseguirmos obter o que queremos sem o menor esforço.

 

Conseguimos delinear planos ardilosos em questão de segundos. Imaginemos que queremos arranjar as unhas e pintá-las mas vocês não gostam do cheiro do verniz. Imediatamente arranjamos forma de vos por dali para fora. Precisamos urgentemente de um ingrediente culinário específico para o jantar. Mas só existe no supermercado X e o ingrediente é da marca Y. Tem mesmo que ser aquele ingrediente e só existe no supermercado mais distante da cidade! Que pena…

 

Estamos num cibercafé. E estamos a teclar com uma amiga. Vemos o melhor gajo das redondezas a passar por nós e sentar-se na mesa mesmo atrás de nós. A nossa amiga não conhece o gajo e não pode perder aquele deus grego. Toca de ligar a nossa webcam, acertar a mira e… shazam! Ei-lo…! Não queríamos que a nossa amiga perdesse a oportunidade de conhecer a oitava maravilha do mundo. Mas isto é uma coisa demasiado básica para gaja. Vamos lá elaborar o plano mais um bocadinho, pôr-lhe uma pitada de ousadia…

Fingimos que o nosso PC teve um problema e vamos pedir-lhe ajuda. Ele senta-se  ao nosso PC e a nossa amiga, dou outro lado, deleita-se com tamanha visão…

 

Estamos no ginásio e vemos passar um Apolo lindo, de belos cabelos compridos encaracolados. Estamos a babar, de olhos esbugalhados e até as nossas mãos ganham vida própria para tentar tocar naquele monumento! Temos de arranjar maneira de falar com ele… Plim! Vamos pedir uma “ajudinha” ao gajo porque não percebemos como funciona aquela máquina onde treinamos há quinhentos anos.

Gentilmente, o gajo aproxima-se e com muita meiguice explica, tocando-nos, como aquilo funciona… Escusado será dizer que morremos e fomos para o paraíso!

 

Depois disto, gajos, ainda nos acham maquiavélicas?! Beware of the girls!!!

 

Delícias num Sábado à Noite

 

Perguntam vocês por onde andei ontem que ninguém me pôs o olho em cima, salvo seja! Pois, andei por aí. Já que estava sozinha, resolvi ir apanhar um bocadinho de sol na moleirinha.

 

Uma das minhas melhores amigas barra comadre fez anos. Segundo a sua versão, fez 26 anos… Parece-me é que ela já não sabe fazer contas e se esqueceu de somar mais uns anitos… O pior é que ela tem andado a espalhar esta conversa por toda a gente e… houve alguns que caíram! Bom… tenho de reconhecer que ela parece mesmo que tem 26 anos. Mas não tem! Também não vou revelar a sua verdadeira idade (fica descansada M.)

 

Fui ter com ela logo a seguir ao almoço. Havia jantar de aniversário nessa noite. Depois das sessões de beleza a que teve direito, fomos dar uma volta ao Oeirasparque. Coisas de gajas!

Estive um bocadinho com a minha afilhada que está o máximo! Mostrou mais algumas das suas gracinhas e esteve a brincar comigo ao “afugenta o monstro”. Tínhamos que cantar o “fantasminha brincalhão” para que a luva de cozinha que o avô tinha na mão, perdesse a “força”.

 

A hora de irmos para o restaurante aproximava-se e nós fomos aperaltarmo-nos todas. Maquilhagem para um lado, penteadelas para o outro e , por fim, uma nuvem de perfume por cima de nós! Que cheirosas! Escusado será dizer que a M. estava muito bonita e elegante. E ainda mais bonita ficou com o meu batom especial. Estava mesmo uma “gaja boa” (ela já é mas pronto!)!

 

Fomos jantar ao um rodízio de massas. Já tinham ouvido falar? Pois, eu também não. É um conceito muito interessante. Acontece o mesmo do que nos outros rodízios de carne ou peixe, ou seja, os empregados vão passando com os vários pratos que vão saindo: esparguete, lacinhos, gnochis, canelones, lasanhas, etc. Depois vem a parte das pizzas. Margueritas, com chouriço, primavera, etc. Por fim chega a parte das sobremesas. Sim, também em rodízio.

As sobremesas consistiam em – agora babem-se – pizzas doces!!! Pizza com chocolate (derretido), com banana e canela, com goiabada e queijo catupiri e ainda outra qualquer que eu já nem provei!

Resumindo: provado e aprovado!

 

Findo o jantar, metade da malta foi para casa uma vez que estavam acompanhadas com as suas crianças.

O resto do pessoal ficou a ponderar se valia a pena ou não ir para a “night”. Eu optei por não ir pois a noite anterior não tinha dormido nada, uma vez que a passei muito mal sempre a espirrar e com dores de garganta.  Nem dormi nada. Tinha umas olheiras muito bem disfarçadas com o anti olheiras.

Fiquei com muita mas muita pena mesmo. Mas não é nada que não possa ser compensado noutra noite! Espero que se tenham divertido!